Entrevista: Deadpan – Florianópolis/SC

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Conhecido no Brasil inteiro como uma banda que está constantemente inovando, e constantemente pegando a estrada em turnês, o Deadpan despontou no cenário Underground nacional com o lançamento do seu EP “In Aliens We Trust” onde trouxe ao público ua temática lírica um tanto quanto diferente para os padrões do Death Metal. Hoje conversaremos um pouco com a banda Deadpan para sabermos um pouco mais sobre seu projetos. Confira:

Antes de mais nada, fale um pouco sobre o início da banda, até a formação atual.

Deadpan: Começamos em 2011, um grupo de amigos que se encontrou para fazer o som que gostavam, tirando ‘covers’ de Thrash e Death Metal e trabalhando em próprias desde o início, fizemos um show em 2012 e Gustavo saiu da cidade para se mudar a trabalho, interrompendo os ensaios mas continuando a comunicação via internet com vontade de voltar algum dia e trabalhando nas ideias/conceitos/músicas a distância. Em 2013 tivemos 1 semana de ensaios e um show e mais uma vez nos separamos por estarmos vivendo em cidades diferentes. O ano de 2014 marcou a volta de Gustavo para Florianópolis e a decisão de voltar a banda com força total, mas nesse período o baixista Anderson estava morando fora da cidade e acabamos voltando com outro baixista, André. O ano foi marcado somente por composição, muitos ensaios e com o material preparado pra começar 2015 desde o início já se jogando para shows e para gravar o “In Aliens We Trust”. André ficou até metade do ano e Anderson voltou, mesmo morando em outra cidade e está até hoje.

Vamos falar sobre o álbum “In Aliens We Trust”. Como foi o processo de idealização e criação do disco? E qual foi o papel de cada integrante, além do trabalho em seus respectivos instrumentos?

Deadpan: Como falado anteriormente, a composição das músicas foram feitas e maturadas por anos, muito disso feito a distância e posteriormente finalizadas em intensos ensaios que foram feitos em 2014, ficamos um tempo sem baixista e mesmo assim fazendo 2 a 3 ensaios por semana para finalizar a composição com guitarra, vocal e bateria. Sempre usamos muito o “guitar pro” para composição e expressar nossas ideias musicais. Chegou um momento que achamos que as músicas tinham conexão e buscamos uma ideia de um ser superior para a criação do conceito, feito pelo Gustavo, a arte da capa foi feita pelo nosso amigo Guilherme Bridon e as demais criações artísticas pelo Gustavo. Com o material pronto corremos atrás de alguns selos para lançamento, que ficou a trabalho do Igor, além da criação de alguma coisa de material de vídeo, feito um pouco por cada integrante.

 

E como foi a recepção do público e da imprensa para esse trabalho?

Deadpan: A recepção foi muito boa, vários meios do mundo inteiro fazendo resenhas e divulgando, já até perdemos as contas da imensidade de sites e portais que falaram do nosso trabalho e que somos imensamente gratos por toda essa parceria. Sentimos que o público se identifica muito além da música com o conceito e sempre nos buscam.

Vocês acreditam que as espécies alienígenas não estariam interessadas em nossa tecnologia, nem em nossa literatura e nem em nossos recursos preciosos.  Eles quereriam se comunicar conosco e, é mais provável que, a forma que fariam seria através da música. É por isso que formaram a Deadpan?

Deadpan: No nosso conceito Eon veio inicialmente para estudar comportamento humano, ai que entrou a Deadpan e a nossa história. As interações e comunicação podem ser feitas em diversas formas, incluindo a músicas, mas não somente ela, por isso gostamos de estender a criação de outras coisas para expandir, como foi o caso do Gibi e se estende até aos vídeos da turnê que fizemos que possuem pinceladas da visão alienígena e como ele enxerga os humanos.

Quais são suas principais influências atualmente? Vocês têm planos de experimentar novas sonoridades no futuro?

Deadpan: Cada um possuí influências musicais bastante distintas, inclusive de estilos musicais, o legal disso é que cada um traz diferentes elementos pra composição visto que nunca buscamos copiar ninguém e sempre fazer uma sonoridade diferente do que escutamos por ai. A Deadpan é uma banda que sempre experimentou várias sonoridades (veja nossos meios da música, temos elementos até de jazz no meio), se vamos continuar fazendo isso e coisas ainda diferentes? Com toda certeza (risos)!

Mudando de assunto: Recentemente em um top 100 das músicas mais tocadas em uma das maiores rádios brasileiras, o Rock ficou de fora, um estilo que durante mais de uma década liderou as rádios nacionais, responsável por introduzir um maior espaço para nomes brasileiros nas rádios. De qual forma a banda enxerga toda essa mudança nas rádios, e no público brasileiro?

Deadpan: Cada integrante escuta e se identifica com o que achar melhor, o que acontece atualmente é que a grande mídia não coloca em tanta exposição isso para as pessoas, fazendo o metal em especial ser underground, mas com público muito fiel. Tudo é movido a um interesse comercial para se vender produtos, metal não é comercial, principalmente no nosso país, a bunda sempre vai vender mais, então paciência, de qualquer forma a gente continua firme e forme na nossa correria e consciente disso, só muda a quantidade de dedicação que a gente vai ter que ter para chegar onde queremos.

Em outra corrente estão os fãs exclusivamente de bandas internacionais, esses são ainda mais “radicais”, tudo que é de origem tupiniquim tem uma qualidade inferior. Em meio a mentes pouco receptivas ao novo, qual a opinião da Deadpan em relação ao público de rock do país?

Deadpan: Tá ai mais um tema que achamos que o Eon deveria estudar (risos). Isso é o famoso “santo de casa não faz milagre” que temos na nossa cultura, mas só digo uma coisa, tivemos a oportunidade de tocar na Argentina e Uruguai agora em junho, e não existe rivalidade entre os países em futebol ou qualquer outra coisa que mude o amor dos caras pelo Metal Brasileiro, Sepultura mesmo é gigantesco no mundo inteiro, moveu gerações de fãs e move até hoje, fora outras bandas que os gringos respeitam muito, que tal a gente começar a perceber essas coisas um pouco mais também?

Vocês acabaram de lançar um gibi, que pelo que eu entendi, serve para complementar ainda mais o encarte do CD. Conte-nos, como o publico do Underground recebeu esse projeto inusitado dentro do metal extremo nacional?

Deadpan: O pessoal recebeu muito bem, só ouvimos elogios quanto a isso, inclusive um brother nosso veio nos procurar para usar ele em uma tese de mestrado. Vimos depois que várias bandas acabaram lançando os gibis também, o público underground se identifica muito com essa cultura, além que sempre tivemos o conceito de expandir a banda para um conceito artístico muito maior do que somente a música e conseguimos fazer mais uma peça do quebra-cabeça com esse gibi.

Poderia nos contar um pouco mais sobre a turnê “In Tour We Trust”, que acabou de tomar proporções internacionais, como vem sendo os shows dessa turnê? Teve algum show que foi extremamente marcante para a banda nessa turnê?

Deadpan: Está sendo animal demais, acreditamos que até o final do ano vamos ter feito cerca de 50 datas em 2016, o ano que mais fizemos shows até hoje. Cada show conhecemos pessoas novas, trocamos diferentes experiências, conhecemos diversos lugares que nunca tínhamos passado antes e tivemos uma troca de energias muito boa. Show especial? Teve vários, muitos mesmo, mas se fosse pra escolher um, com certeza, seria algo na Argentina, pelo fato de ter sido a primeira turnê internacional, mas como disse, a maioria dos shows foram especiais mesmo, explorar cada estado novo, cada cidade, ou mesmo voltar e reencontrar os velhos amigos e fazer novos, isso não tem preço e é exatamente isso que nos move e nos faz continuar fazendo o que fazemos.

Fale um pouco sobre os projetos para o restante de 2016.

Deadpan: Continuar a turnê, agora em Setembro faremos shows em Goiás, SP e MG, sendo a primeira vez que vamos para Goiás já com 3 shows lá. Novembro estamos com alguns contatos para o RJ que esperamos que aconteça, PR também já tem algumas datas marcadas, além de SC e o tão esperado Maniacs Metal Meeting em Dezembro em Rio Negrinho, e sempre buscando mais contatos e datas.

Estamos com músicas novas que já estamos incorporando nos shows e pretendemos acabar de compor o novo álbum ainda esse ano, para início do ano que vem começar já as gravações do mesmo.

Agradecemos pela entrevista! Por fim, aproveitem esse espaço final para qualquer comentário adicional.

Deadpan: Muito Obrigado a vocês pelo espaço, obrigado também a todos que nos apoiam, quem quiser conhecer mais sobre a banda pode buscar nas nossas redes sociais e YouTube, todos os links são /deadpanofficial. Abraço!

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