GG Allin – O que você entende por atitude punk?

0
2680

Não, não precisa responder, eu só precisava mesmo de um título legal. A cultura punk como movimento social tem fundamentos e ideologias bastante delineadas e está longe de ser apenas símbolo de desordem e confusão, mas o objetivo aqui não é discutir ou fazer releituras de opiniões já expressadas sobre este tema, até porque eu creio que a unificação ou padronização de conceitos para definir o que é a cultura ou movimento punk, por si só já iria descaracterizar muito o que este movimento preconiza.

Filosofias a parte, vamos tratar de comportamento e música. O rock (não é só o rock, eu sei…) de uma maneira geral sempre esteve atrelado de forma muito estreita com o comportamento dos músicos, que muitas vezes simplesmente fogem do convencional, mas outras vezes ultrapassam os limites do bizarro. E para expressar bizarrices e comportamentos nada convencionais, nada melhor que as bandas punk. A música punk certamente fez parte  da adolescência de muitas pessoas e teve como trilha sonora bandas como Ramones, The Clash, Sex Pistols, Dead Keneddys, New York Dolls, Stooges, entre outros,  muitos outros. Na verdade essas bandas continuam ainda sendo a trilha sonora para muitos adolescentes e devem ainda perdurar muito tempo passando de geração pra geração.

Entre todas as bandas punk eu selecionei uma para colocar aqui, não só pela sonoridade, mas pelo extremo da bizarrice expressada no comportamento. Na verdade, há que se definir antes o que é bizarro pra você, pois para algumas pessoas pode ser muito bizarro usar terno e gravata em uma festa de formatura pra dançar macarena e com anteninhas de borboleta na cabeça e com um óculos de plástico de cor rosa.

Trata-se de G G Allin & the Murder Junkies, banda que era liderada por Kevin Michael Allin, chamado de G G Allin porque dizem que seu nome de batismo era Jesus Christ Allin. O comportamento dele era o mais incomum possível, fazendo performances inacreditáveis como por exemplo defecar no palco, tirar a roupa, sodomizar a si próprio. Sendo que ao final de quase  todos os shows (muitas vezes antes mesmo de acabar) ia parar no hospital ou na cadeia. Mas comportamentos (inadequados ou não, concluam…) a parte, o interessante é a música que faziam e que vale a pena ser ouvida.

DEIXE UMA RESPOSTA