Vzyadoq Moe. Muita originalidade.

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Embora sejam poucas as pessoas que conheçam, Vzyadoq Moe é um nome de grande importância para o cenário do rock alternativo do Brasil. Formada em 1986 em Sorocaba/SP, a banda  foi um ícone dos anos 80 (para o rock alternativo, sejamos claros…) e chamou muito a atenção pela ousadia em misturar rock industrial com samba seguido de letras altamente poéticas. A aparição da banda causou impacto não só pela musicalidade, mas por toda a sua composição, começando pelo nome que foi escolhido por sorteio de letras ao acaso, sem que haja algum significado, pelo menos não há significado que tenha sido revelado.

A revista Bizz (outra marca importante no cenário da música nos anos 80 no Brasil) de novembro de 1986 trazia o enunciado em uma de suas seções ‘Vzyadoq Moe – Um nome impronunciável para um som impressionante.

Em 1988 a banda lançou seu primeiro álbum pelo selo Wop-bop, intitulado ‘O Ápice’, e segundo o próprio dono do selo, René Ferri, o disco foi um total fracasso, sendo que venderam menos de 300 cópias (felizes aqueles que conseguiram comprar e o mantém até hoje, raridade…). A banda usava instrumentos inusitados como latas, pedaços de metal e outros materiais, a exemplo de bandas que os influenciaram como a Einstürzende Neubauten (já mencionada aqui em post anterior).

Os materiais sobre o Vzyadoq Moe são bastante escassos e os vídeos disponíveis não tem muita qualidade, por isso deixo um endereço para que possam ouvir mais músicas da banda. Acesse o link http://www.myspace.com/vzyadoqmoe/radio.

Não há morte

Ousaste n’infância temer a doença,

Lançaste ao vento mil sorte remotas;
Não estás na verdade em Alma e transe,
E o amor urge, não tarda ou recua.

E se não sabes também caminhar,
E o Amor clama por ti, pelo Alto céu,
Deixe que as antigas amarras desandem,
E nos visitaremos na distância ativa.

Digo; e se nada te fere ou rebate,
Então, qual remédio é a fonte, o final?
“Não há morte que sane nossos males”.

Nossas sortes fluem, como na correnteza,
E o Amor urge, não tarda ou recua…
Não há morte que sane nossos males?

 

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